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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. 
Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, 
dominicais, cristais e contas por sedex (…) 
Talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. 
Talvez algum partisse, outro ficasse. 
Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. 
Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos,
 talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem juntos para Paris, por exemplo, Praga, Pittsburg ou Creta. 
Talvez um se matasse, o outro negativasse. 
Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. 
Talvez tudo, talvez nada. Porque era cedo demais e nunca tarde." 

- Caio Fernando Abreu
Não fizeram planos. Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (…) Talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem juntos para Paris, por exemplo, Praga, Pittsburg ou Creta. Talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada. Porque era cedo demais e nunca tarde. — Caio Fernando Abreu

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